Professores estaduais ouvem sobre cérebro e prevenção ao suicídio

Ação visa auxiliá-los a lidar com essas situações dentro das escolas, contribuindo para a saúde mental dos estudantes

Publicado: 09/10/18 • 14h56
Atualizado em: 11/12/18 • 19h22

    Os professores da rede pública estadual de Educação participaram, na segunda (01), da palestra Cuidando do Cérebro e Prevenção do Suicídio. Pela manhã, a palestra abrangeu os docentes dos colégios estaduais Villanueva e Padre José Herions. À tarde, foi a vez dos professores dos demais colégios – Souza Naves, Kennedy, Chiarelli e Lauro Portugal – acompanharem a palestra do psicólogo e coordenador de Saúde Mental da 17ª Regional de Saúde, Mário Takeguma.


    Como informou a coordenação de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, o evento é atende a demanda dos profissionais de educação para lidar com as questões que envolvem a Saúde Mental no dia-a-dia. A ação faz parte do Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio e também é uma atividade antecipada em alusão ao dia 10 de Outubro, Dia Mundial de Saúde Mental. A palestra foi promovida pela coordenação de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, com os CAPS infantil, CAPS II e CAPS AD, em parceria com a Coordenação de Saúde Mental da 17ª Regional de Saúde.

    Abordando a saúde mental com base no funcionamento do cérebro e detalhando transtornos como stress e a depressão, Mário explicou os cuidados com a mente do professor e dos alunos em ambiente escolar. Eles aprenderam a identificar comportamentos e sinais preocupantes nos estudantes, ajudando na prevenção do suicídio. “Explicamos como o professor pode trazer essas discussões para a sala de aula de forma simples e o que ele pode fazer quando detectar um comportamento suicida”, afirmou.

    Mário ressaltou que os vínculos com a família, amigos e escola podem salvar uma pessoa que pensa em suicídio e os professores, agora bem orientados, saberão ouvir e falar de forma adequadas com uma pessoa nesta situação. “Temos que ficar atentos às mudanças de comportamento repentinas e falas que mascaram o desejo de morte. O professor pode escutar o aluno e por isso trabalhamos também os cuidados na hora de escutar e o que falar a ele”, declarou. O palestrante ainda falou sobre a potência atual do bullying, que desgasta a saúde mental das crianças e jovens.

    Rolândia foi a primeira cidade a receber palestra sobre suicídio direcionada para os professores de colégios estaduais. Mário Takeguma assegurou que outras ainda virão para valorizar a saúde mental dos rolandenses. “O suicídio é um problema de todos. Não é só da escola ou da saúde, afeta todos”, concluiu o psicólogo.

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