Suspeito apanha de pais de criança assediada

Homem teria marcado encontro, pelo Whatsapp, com a vó do menino, pensando que falava com a criança

Publicado: 27/12/18 • 14h06
Atualizado em: 26/03/19 • 16h21

    Um homem de cerca de 30 anos foi agredido por um casal, depois de marcar um encontro – via Whatsapp pelo celular – com um menino de 12 anos de idade, filho do casal. O caso aconteceu no final da tarde de segunda-feira (17) no jardim Monte Carlo, em Rolândia. A Polícia Militar foi chamada, fez um Termo Circunstanciado de Ocorrência e teria ficado com o aparelho celular do homem – uma audiência foi marcada para janeiro.

    De acordo com informações recolhidas com o tio do menino, as conversas estão todas gravadas no aparelho celular de seu sobrinho. “Esse homem começou a mandar mensagens pelo Messenger, no celular, para meu sobrinho, dizendo que ele era bonito. Depois pediu que o menino mandasse fotos mais íntimas para ele”, afirmou o tio. A vó da criança começou a desconfiar do menino o tempo todo no celular e foi ler a conversa no Facebook.

    “Minha sogra se assustou e perguntou para ele o que era aquilo. Ele respondeu que o rapaz ficava mandando mensagens”, ressaltou o tio do menino. A mulher, então, começou a se passar pelo neto e passou o número do celular. Aí as mensagens começaram a vir pelo Whatsapp e o homem marcou um encontro com a criança no treino dele, às 17 horas, no Monte Carlo. Na verdade, ele falava com a vó do menino. “O homem perguntava se o menino não estava a mostrando para os pais dele”, lembra.

    “Quando o homem chegou de bicicleta, minha cunhada perdeu o controle e, junto com o marido, foi para cima dele”, revelou o tio da criança. “Ele dizia que era doente”. A Polícia Militar foi chamada e levou a todos para o 15º BPM, onde foi feito um TCO e uma audiência foi marcada para janeiro. Segundo o tio da criança, a PM ficou com o aparelho celular do homem, e que teria mais conversas com crianças.

    Alerta - Os pais e responsáveis devem ficar atentos ao que as crianças estão fazendo na internet, principalmente nos aparelhos celulares, com a explosão dessas mídias sociais como o Facebook, Messenger e Whatsapp. A reportagem do Jornal de Rolândia conversou com Luan Alves do Amaral, do Conselho Tutelar, que falou sobre os cuidados que os pais devem ter, sempre.

    “Não existe uma idade ideal para que a criança tenha celular, mas vemos muitas crianças pequenas e já com aparelhos nas mãos”, afirmou o conselheiro. “O principal cuidado que os pais devem ter é a vigilância, ficar em cima e ver o que elas estão fazendo no celular”, alertou Luan. 
  
    De acordo com o conselheiro, crianças muito pequenas até podem usar o aparelho para joguinhos, mas que a fiscalização deve ser constante. “Crianças muito novas não precisam de redes sociais. Não há necessidade. São portas que ficam abertas e qualquer pessoa pode entrar. Os celulares também não podem ter senha e os responsáveis devem ler o que elas escrevem e saber com quem, realmente, elas falam”, concluiu Luan.

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