Procura por atendimento aumenta no Procon

Empresas de telefonia são as campeãs em reclamação

Publicado: 05/02/19 • 14h14
Atualizado em: 23/04/19 • 21h32

    O número de atendimentos do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Rolândia aumenta todos os anos. Em 2018, não foi diferente e mais uma vez, o ano foi concluído com um número significativo de atendimentos e resoluções. “No ano passado, fechamos em quase 4 mil atendimentos, entre novos atendimentos e retornos”, revelou Janaina Campaner Gibim, coordenadora do Procon de Rolândia. O ano de 2019 já começou com grande procura e já foram realizados cerca de 350 atendimentos em janeiro.

    Neste início de ano, a espera pelo atendimento acaba demorando mais devido à escala de férias dos colaboradores. No total, o Procon conta com seis atendentes, três pela manhã e outros três a tarde. Um de cada período entra em férias e dois atendentes apenas ficam à disposição da população. Em março, esse tempo será regularizado logo que o período de férias dos atendentes terminar. 

    O tempo de espera está em cerca de meia hora e os atendimentos mais simples duram cerca de 15 minutos ou até 40 minutos em casos mais complexos de negociação de dívidas e cancelamento de planos, por exemplo. “Não adianta a gente querer apressar o atendimento só para conseguir atender mais gente, sendo que não vamos conseguir resolver nada. Queremos que o consumidor saia satisfeito daqui, ainda que não resolvido o problema, pelo menos com prazo de resposta”, afirmou.

    A telefonia em geral é a campeã de reclamações. “Tanto na reclamação da prestação de serviços ou quando coloca crédito e some. Isso representa de 70% a 80% dos atendimentos”, contou a coordenadora. 

    Atendimentos
    Para o atendimento, a pessoa precisa levar ao Procon a consulta de CPF, documentos pessoais (RG e CPF) e comprovante de residência. O atendimento para terceiros também não pode ser realizado sem autorização do responsável via procuração. “Não precisa pegar senha e ficar na fila, é só entrar na sala de atendimento, pedir uma procuração que entregamos e explicamos o preenchimento para a pessoa voltar outro dia com o documento preenchido e os documentos em mãos para o atendimento”, esclareceu Janaina.

     A coordenadora estima que 80% dos casos que chegam ao Procon são resolvidos por três meios. A primeira tentativa é sempre via telefone com o 0800 exclusivo para Procons do país. Há também a Carta de Informação Preliminar (CIP) eletrônica, que traz agilidade para a resolução do conflito através do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) ou ainda a abertura de processo administrativo. “É o mais demorado, mas às vezes conseguimos resolver na audiência de conciliação”, afirmou.

    O atendimento do Procon é realizado de segunda a quinta-feira. As sextas são reservadas para audiências e processos agendados. As senhas são distribuídas a partir das 9h até as 11h30. À tarde, as senhas começam às 13h e terminam às 16h, com os atendimentos se encerrando até as 17h. “Não temos como prolongar porque o prédio fecha às 17h. Então, se infelizmente tiver um consumidor que até as 16h50 não foi atendido, ele terá que vir outro dia e pegar uma nova senha e nós damos preferência a esse consumidor”, explicou Janaina. A orientação é chegar cedo para garantir o atendimento.  O Procon fica na Expedicionários 291, no 3º andar. O fone é (43) 3156-0132.

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