Rolândia: mortalidade neonatal abaixo da média nacional

Para assegurar o baixo índice e o melhor atendimento, melhorias estão sendo promovidas na maternidade do Hospital São Rafael

Publicado: 06/02/19 • 10h26
Atualizado em: 06/02/19 • 10h38

    Um estudo do IBGE revelou que a taxa de mortalidade neonatal no Brasil caiu de 13,3 para 12,8 indivíduos a cada mil nascidos vivos. Levando em conta os mesmos critérios nacionais, a taxa de mortalidade de Rolândia em 2018 foi de 10,89 indivíduos a cada mil nascidos vivos, número que coloca a cidade abaixo da média do país. “Se pegarmos de 2011 para cá, essa é a terceira menor taxa”, aponta o diretor administrativo do Hospital São Rafael de Rolândia, Paulo Boçois de Oliveira. 

    Em comparação com 2017, em que a taxa de mortalidade chegou a 21,72 indivíduos a cada mil nascidos vivos, a enorme queda se justifica por um trabalho na maternidade do Hospital São Rafael direcionado a abaixar o número que assustou a 17ª Regional de Saúde e a SESA (Secretaria Estadual de Saúde). “Começamos um trabalho com a atenção básica através da secretaria de Saúde, da Vigilância e das Especialidades e também com o comitê da mortalidade, em que todos os óbitos são analisados para termos um aprendizado disso, verificar se houve falha ou não”, explicou o diretor.

    Dados
    Em Rolândia, no ano de 2018, foram 1010 nascidos vivos na maternidade do Hospital São Rafael e 11 mortes. Cerca de 56% dos partos foram cesáreas e 44% normais. Dos mais de mil partos, 645 partos foram de rolandenses e, logo em seguida, vem os jaguapitãenses nascidos no São Rafael com 91 partos, gestantes de Centenário do Sul tiveram 79 partos em Rolândia e 58 porecatuenses nasceram na maternidade do São Rafael. Além disso, a maternidade do HSR atende as cidades de Cafeara, Lupionópolis, Florestópolis, Prado Ferreira, Pitangueiras, Guaraci e Miraselva. Em 2017, a maternidade em Rolândia registrou 999 partos, sendo 613 de rolandenses e os demais das outras cidades.

    Maternidade: Novidades
    Como a taxa de mortalidade em 2017 foi alta, Rolândia conseguiu se enquadrar em uma resolução do programa estadual Mãe Paranaense e aguarda a liberação de R$ 200 mil para equipar a maternidade do HSR para contribuir na diminuição do índice. Atualmente, ela está funcionando de forma provisória em uma ala de internação enquanto as adequações estão sendo realizadas de acordo com instruções da Vigilância. 

    Com as melhorias, a maternidade do HSR deixará de ter só uma e passará a ter três salas adequadas para estimular a realização do parto humanizado e natural. “Ainda vamos fazer o parto Leboyer, em um quarto ambiente, tendo a banheira que ganhamos do Lions, que já está fazendo a instalação”, acrescentou Paulo. Os leitos devem aumentar de número e também serão individualizados, separados por cortinas.

    PS Obstétrico
    O Pronto Socorro Obstétrico do HSR também está sendo organizado dentro da maternidade, garantindo que a gestante tenha atenção adequada. “A nossa gestante não vai mais ficar junto com o Pronto Socorro que atende urgências e traumas, ela subirá e ficará no atendimento obstétrico”, ressaltou o diretor. 

    O HSR ainda dispõe de uma enfermeira obstetra cedida pelo Hospital Universitário (HU) de Londrina por meio de uma parceria e tenta pleitear mais duas para atender as gestantes. “Essas profissionais são importantes para ajudar a conduzir o parto”, destacou. A aplicação das técnicas do parto humanizado serão facilitadas por essas enfermeiras, que serão treinadas por uma rolandense que é professora na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além disso, o HSR já tem um escalda-pés para as gestantes e o equipamento para cicatrização também já foi adquirido com recursos próprios do HSR somados às doações de um grupo de oração londrinense e do chá beneficente realizado pela Faculdade Paranaense – Faccar. 

     O hospital ainda está promovendo outras melhorias além da parte obstétrica. O Pronto Socorro da Pediatria e o Ortopédico, para atender traumas, estão sendo separados e realocados dentro da estrutura do HSR. O espaço interno está sendo otimizado para melhorar o atendimento e a triagem. “Quando essas mudanças terminarem, tenho certeza que a população vai sentir um ganho”, garantiu o diretor. A previsão é que a reforma e todas essas adequações terminem até o fim de fevereiro.

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