Médicos e plantão: sindicância termina e pede novas ações

Despacho foi assinado pelo vice-prefeito Roberto Negrão, já que sindicância envolveu Nilza Francisconi, mulher do prefeito

Publicado: 10/06/19 • 16h05
Atualizado em: 20/06/19 • 17h13

    O despacho com o resultado final da sindicância que investigou possíveis irregularidades de plantões médicos na Saúde de Rolândia foi publicado no dia 29 de maio. Assinado pelo vice-prefeito Roberto Negrão (PR), o documento pede a devolução de 4 horas e meia pagas à empresa responsável pelos plantões na rede municipal de Saúde, que se abra um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) em desfavor de Nilza Xavier Francisconi, esposa do prefeito Luiz Francisconi (PSDB), e que também se realize uma nova sindicância para investigar os plantões dos médicos na rede do município.

    A reportagem do JR conversou com o secretário de Administração, Celso Chequin, que falou sobre o resultado da sindicância. “O relatório foi assinado pelo vice-prefeito Negrão por uma questão de bom senso, já que o próprio Francisconi solicitou que assim o fosse”, explicou Chequin.

    A sindicância, formada por três titulares e três suplentes, durou 90 dias. “Ela apontou algumas medidas a serem adotas, algumas corretivas, que inclusive já estamos fazendo”, ressaltou o secretário.  “A sindicância apura fatos, mas não é punitiva”, esclareceu Chequin. Sobre a nova sindicância, Celso explicou que ela irá apurar se o procedimento dos plantões e a comprovação da presença é realizado igualmente por todos os médicos ou se era alguma apenas da médica citada na primeira sindicância. O secretário afirmou que essa nova sindicância deve ser aberto, no máximo, até a semana que vem. “Vou selecionar os membros”, afirmou.

    A sindicância também pede que a Saúde e a empresa que que realiza o chamamento médico para plantões façam um sistema de registro da frequência dos horários dos profissionais e que seja mais eficiente e preciso. “Isso já foi determinado: solicitamos que os médicos do chamamento passem a registrar sua presença através dos nossos próprios pontos eletrônicos. Assim, nós teremos esse controle”, resumiu Chequin.

    Sobre o Processo Administrativo Disciplinar que envolve a doutora, o secretário afirmou que esse processo visa analisar o resultado apontado pela sindicância e estipular uma possível punição. “Que pode ser um advertência, uma suspensão e até um processo demissional. Isso cabe a comissão do processo determinar e conta com uma assessoria jurídica que a auxilie nisso”, explicou. Celso Chequin afirmou que tanto o PAD quanto a nova sindicância devem ser mais rápidas e durar cerca de 60 dias. “Mas podem ser prorrogadas se necessário”, conclui o secretário de Administração.

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