61 anos de casados e 63 de namoro

Uma homenagem do Jornal de Rolândia ao Dia dos Namorados

Publicado: 11/06/19 • 22h19
Atualizado em: 11/06/19 • 22h24

    “Começamos a namorar, a Nair tinha 17 anos e eu (Geraldo) tinha 20. Nos conhecemos no casamento do meu irmão, no sítio do Colussi, no meio do Caramuru. Eu jogava bola com os irmãos dela na infância, mas não sabia da existência dela. No casamento teve o baile e ele veio me conhecer. Eu já vim destinado, uma irmã tinha falado dela pra mim, que ela era muito bonita. 

    Eu já tinha outro pretendente para esse baile. Mas, pra minha sorte, ele foi expulso de lá. Estava dançando com ele quando foi expulso, porque ele não tinha sido convidado e queria só me conhecer. Nisso, já tirei ela para dançar. Nosso divertimento por toda a vida, desde jovem, foram os bailes. Nós gostamos muito de dançar. 

    Já na primeira música, ele falou que tinha ido lá para me conhecer. Logo que terminou a festa, ela foi para a casa da irmã e no dia depois, domingo, ela completaria 17 anos. Fui na casa dar os parabéns e levei um vidro de perfume de presente para ela. 

    Na terceira vez que fui na casa dela, roubei um beijinho, uns seis meses depois daquele casamento. Como eu demorava a ir lá pela distância, ela até ficou com medo de eu não voltar mais depois do beijo. Era difícil roubar um beijo. Tivemos poucos beijos antes de casar. Éramos muito vigiados. 

    Nos casamos em 6 de fevereiro de 1958. Em Pitangueiras, casamos no civil. O religioso foi aqui em Rolândia mesmo e quem celebrou foi o padre Francisco. A igreja estava começando a ser construída, não estava completa ainda. Na lua de mel, fomos para Aparecida do Norte, porque minha protetora é Nossa Senhora Aparecida e dele é Nossa Senhora das Graças. 

    Foi por intermédio dessas duas santas que nos unimos. Via todo mundo tendo esposas e dizia que gostaria que a minha fosse uma mulher honesta e trabalhadora, mas a minha inclusive veio com acréscimo, além do que eu pedi. Temos poucas brigas, até porque nunca conseguimos dormir brigados um com outro. 

    A maior qualidade da Nair é ser honesta, trabalhadora, sincera, meiga e carinhosa. O nascimento dos filhos marcou muito, eles foram recebidos com alegria. Ela é minha companheira e me ajuda a todos os momentos. O Geraldo é tudo pra mim. Não fico sem ele, falo de coração. O dia que me marcou foi quando ele veio em casa a primeira vez e me trouxe presente de aniversário. Eu nunca tinha ganhado um vidro de perfume.

    Nunca deixamos passar datas importantes como aniversários, Dia dos Namorados, aniversários de namoro e casamento sem fazer nada. Não digo que ‘valeu a pena’, porque ainda vale, está valendo até hoje.”

Nair José Lazarin Cavalaro tem 79 anos. Nasceu em 12 de novembro de 1939 em Nova Europa (SP) e mudou-se para Rolândia aos 4 anos. 
Geraldo Belezi Cavalaro tem 82 anos. Nasceu em 13 de outubro de 1936 em Santa Cruz do Rio Pardo (SP) 13 de outubro de 1936 e mudou-se para Rolândia com 1 ano. 
Seus filhos são Pedro (60), Fátima (57), Evanice (53) e João Carlos (51) que vivem em Rolândia, Eliete (55) mora em Londrina e José Roberto (46) mora em Cambé. 


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