Novo credenciamento melhora atendimento na Saúde

Primeira semana com novo credenciamento mostra que não houve furos na escala de médicos e que tempo de espera por atendimento já diminuiu

Publicado: 18/07/19 • 14h17
Atualizado em: 25/08/19 • 00h02

    O novo credenciamento de empresas médicas para os serviços públicos de Saúde de Rolândia entrou em vigor neste mês de julho e já mudou o cenário do atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e no Pronto Atendimento (PA) do município na primeira semana do mês, de 1º a 5 de julho. As informações foram repassadas pela Secretaria de Saúde de Rolândia à reportagem do JR em entrevista dada na tarde de quarta-feira (10).

    Pronto Atendimento
    O PA não teve furos na escala de médicos nos primeiros dias de julho, composta de três clínicos gerais por horário – de manhã, à tarde e à noite. Além disso, o número de atendimentos e o tempo de espera caíram. “A média de consultas desde o dia 1º é de 200 por dia, sendo que no mês passado variava de 230 a 250”, revelou Erika Fernanda dos Santos Bezerra Ludwig, diretora de urgência e emergência. 

    A espera de 3 a 4 horas por atendimentos não urgentes também teve queda para o tempo entre 30 minutos e uma hora. “Já tivemos retorno da população referente ao tempo de espera estar menor, de mais resolubilidade e eficiência no atendimento”, comemorou Erika. A diretora ressalta que os atendimentos de urgência são imediatos e priorizados sempre em relação aos menos urgentes na classificação de risco.

    A mudança nos números deve-se à reorganização do fluxo e trabalho conjunto com as UBSs. Muitos pacientes não urgentes, que deveriam ser atendidos pela UBS, buscavam e acabavam sobrecarregando o PA, que não conseguia diminuir o tempo de espera. “Queremos equilibrar a necessidade da população e trazer resolubilidade em todos os serviços, de forma que a Atenção Primária faça a prevenção e promoção à saúde e a urgência e emergência trabalhe com o que é agudo e precisa ser tratado de imediato”, afirmou Erika. 

    Ainda, ao longo dos anos, a demanda de atendimento do PA cresceu. Em junho de 2018 o foram 5.336 consultas enquanto em junho de 2019 o número foi de 6.987 consultas, cerca de 1.600 atendimentos a mais. 

    Atendimentos nas UBSs
    A escala de médicos não sofreu com furos nas UBSs na primeira semana de julho, como revelou Paloma Pissinati, diretora da Atenção Primária. Os plantões são rateados de forma proporcional entre as empresas que participaram do credenciamento e as escalas de agosto e setembro também já foram rateadas em reunião na sexta (05). 

    Ao contrário do PA, a demanda das UBSs aumentou. Em junho, foram registradas 4.134 consultas e só na primeira semana de julho foram 1.322. “Como isso foi só em uma semana, provavelmente vamos ultrapassar as 4.134 de junho”, estima Paloma. As consultas das UBSs levam mais tempo por ter caráter preventivo. Dessa forma, a prevenção se reflete em uma melhor qualidade de vida e menos procura a serviços urgentes de saúde. “O papel da unidade é trabalhar com a prevenção e promoção da saúde”, ressaltou Paloma.

    Para entender o fluxo de pacientes na UBS, que é de mais de 8 mil pessoas, somam-se os demais atendimentos de prevenção. Durante o mês, foram 4.026 avaliações de busca de agendamento ou procura por vaga de desistência no dia. No total, foram 358 consultas ginecologistas, 522 obstétricas, 1.279 pediátricas e 1.861 de enfermagem. “A unidade não é somente atendimento da consulta agendada ou do dia, mas todas essas outras avaliações”, destacou Paloma. As UBSs ainda contam com grupos para hipertensos, diabéticos, depressivos, fumantes e outros atendimentos. 

    Como apontou a secretária de Saúde Marisa Mendes Ferreira, o aumento da demanda se deve a vários fatores. Com a mudança de estação, ocorrem mais problemas respiratórios e maior procura por atendimento de junho a agosto. A procura pela saúde pública vem crescendo nos últimos anos pela economia, já que muitos deixam de pagar planos particulares, além do fato de que as pessoas não prezam pela alimentação saudável e exercícios e estão mais sujeitas a terem problemas de saúde. “A não adesão a ações de prevenção também refletem na saúde do indivíduo”, acrescentou a secretária.

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