Pneus e o descarte correto

Objetivo é ampliar a logística reversa na cidade e evitar problemas decorrentes do descarte irregular dos pneus inservíveis

Publicado: 06/08/19 • 15h13
Atualizado em: 16/09/19 • 05h56

    A logística reversa dos pneus foi discutida entre poder público e empresários do ramo na tarde de sexta-feira, 26 de julho. A intenção é organizar uma associação ou entidade para recolher ou evitar o descarte irregular de pneus na cidade, que pode favorecer a proliferação do mosquito da dengue e causar outros problemas. 

    O encontro com o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Anderson Buss Cardoso, a secretária de Saúde, Marisa Ferreira, e o gerente da Vigilância Sanitária, Alécio Quinhone Júnior, foi produtivo, ainda que a maioria dos empresários convidados não tenha comparecido. “Dos 45 que convidamos, vieram apenas 15 empresas participar”, comentou Anderson. 

    Essa questão dos pneus faz parte da lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). O descarte correto já é feito na cidade, mas precisa ser aumentado. “Rolândia já possui um barracão que recebe os pneus inservíveis e uma empresa licenciada faz a coleta e leva-os para reciclagem”, explicou. Mesmo assim, em alguns pontos, ainda há descarte irregular, que segundo Anderson, possivelmente é feito por moradores de outras cidades.

    Os comerciantes agora vão estudar propostas, com apoio do poder público, para adotar as medidas necessárias para disciplinar o descarte de pneus inservíveis. “A ideia é formar também uma associação desses comerciantes que geram esse resíduo, para que eles possam aumentar a coleta”, acrescentou o secretário. 

    A lei da PNRS é bastante atual e contém instrumentos importantes para permitir o avanço no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos. Ela prevê a prevenção e a redução na geração de resíduos, prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização e destinação ambientalmente adequada dos rejeitos.

    Ainda, a lei institui a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, o cidadão e titulares de serviços de manejo dos resíduos sólidos urbanos na Logística Reversa dos resíduos e embalagens. 

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