Uma derrota com gostinho de vitória

CP contra prefeito é instalada e Comissão só tem vereadores que votaram pela sua não abertura

Publicado: 03/09/19 • 10h39
Atualizado em: 16/09/19 • 06h00

    O pedido de abertura de uma Comissão Processante (CP) contra o prefeito Luiz Francisconi Neto (PSDB) por improbidade administrativa foi votado e aprovado pelos vereadores de Rolândia na sessão desta segunda-feira (02). Foram sete votos dos 10 possíveis – exatamente a quantidade necessária para a abertura, ou seja, 2/3 dos votos. Depois de sorteios, indicações e desistências, a Comissão terminou formada apenas por vereadores que votaram pela não abertura da CP.

    A sessão começou lotada e bem dividida entre os que apoiavam e os que não queriam a instalação da CP. O clima ficou mais quente ainda depois da denúncia de tentativa de coação feita pelo prefeito Luiz Francisconi contra o vereador Reginaldo Silva e contra o comerciante Diego Silva, ambos do partido Solidariedade (SD). Vale lembrar que o autor do pedido foi o parlamentar Rodrigão, também da mesma sigla.

    Os votos
    Depois de muitos discursos e entreveros com o público presente, de ambos os lados, a votação começou comandada pelo secretário Irineu de Paula (PSDB). Em ordem alfabética, o primeiro a votar foi o presidente da Casa, Alex Santana (PSD), que disse sim pela abertura. Na sequência, Andrezinho da Farmácia (PSDB) e Edileine Griggio (PSC) também votaram pela abertura; Eugênio Serpeloni (PSD) votou não, o próprio Irineu votou sim, que foi o mesmo voto de João Ardigo (PSB). João Gaúcho (PSC) votou pela não abertura, Maria do Carmo (PSDB) também votou pelo não; Paulo Sérgio de Jesus “Ratolino” (Avante) e Reginaldo Silva (SD) votaram pela abertura. Rodrigão não vota por ser o autor do pedido da CP – Ratolino é o seu suplente. No final: 7 votos a 3.

    A Comissão
    O PSC, por ser o partido com maior número de vereadores – são três – tem direito a uma vaga na comissão. João Gaúcho, líder da sigla, indicou o vereador Andrezinho como representante do partido. Como há três partidos com duas cadeiras na Câmara (SD, PSDB e PSD) e apenas mais duas vagas na CP, um sorteio teve que ser feito para se escolher os outros dois partidos para compor a comissão.

    O primeiro a ser sorteado foi o SD, cujo presidente é o vereador Reginaldo Silva. Reginaldo afirmou que, por ser um membro de seu partido ter pedido a CP, se sentia impedido de participar da comissão. Alex Santana colocou em votação e essa posição de Reginaldo foi aprovado pelos outros parlamentares. Dessa maneira, nos próximos dois sorteios só havia as siglas PSD e PSDB: o líder do PSDB, Irineu, indicou a vereadora Maria do Carmo para a vaga; já o líder do PSD, Eugênio Serpeloni, disse que o presidente da Casa, Alex, não poderia participar da Comissão e, portanto, se colocava à disposição.

    Dessa maneira, A CP estava formada, naquele momento, com Andrezinho, Eugênio e Maria do Carmo. Os três foram para uma reunião para se decidir quem seria o presidente (a), relator (a) e membro. Na volta, o vereador Andrezinho afirmou que abria mão da vaga e repassou a decisão para João Gaúcho, que também indicou a si mesmo para a CP. Depois de uma nova reunião, a Comissão Processante ficou assim formada: Eugênio é o presidente, João Gaúcho é o relator e Maria do Carmo é o terceiro membro.

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