De criador de cartazes de filmes a cineasta e muralista

Conheça um pouco mais sobre a vida do artista rolandense José Dias Lima, autor de quadros, murais em Rolândia e de curtas-metragens

Publicado: 05/02/20 • 11h48
Atualizado em: 04/04/20 • 09h07

    O artista José Dias Lima (57) é o primogênito entre quatro os irmãos. Filho de Luzia Dias Lima e de José Diniz (já falecido) o cineasta começou suas atividades criando cartazes para o cinema de Rolândia e depois foi para o Vila Rica, em Londrina, e chegou a morar em um cinema em Lençóis Paulista, isso com 16 anos. “Fazia cartazes para os cinemas de Lençóis e de Americana. O dono desses cinemas todos, inclusive em Rolândia e Londrina, era a mesma pessoa”, relembra Dias. Esses cartazes eram, na verdade, do tamanho de outdoors e ficavam na frente do cinema.

    Dias conta que o amor pelo cinema teve início aos oito anos de idade quando ele começou a perceber melhor os cartazes. “Meu primeiro cartaz foi do filme a Paixão de Cristo e usei uma outra obra como modelo, já que não havia nenhum cartaz promocional do filme”, afirmou Dias. Em meados da década de 1980, Dias começou a trabalhar com vídeos e confessa que era uma pessoa viciada em assistir filmes. “Nesta época comecei a ter os primeiros contatos com a questão da edição de vídeos e, posteriormente, eu também me iniciei na sua produção”, afirmou.

    Na TV - No começo de sua carreira profissional, o cineasta trabalhou na TV Cultura de Rolândia no início da década de 1990 e foi o segundo funcionário da empresa. “Realizei muitas campanhas interessantes enquanto estive lá e todas as ações eram um sucesso. Naquela época era muito mais complicado mexer com equipamentos, que hoje são praticamente automáticos”, relembrou.

    No final da década de 90 o artista conta que trabalhou em Londrina, na TV Cidade, onde atuava em um programa diário da Larissa Zanon chamado “Estação Londrina”. Após um período na TV ele retornou a Rolândia para atender uma campanha eleitoral do Johnny Lemann. “Eu costumava fazer parte da produção de muitas campanhas. Atuei na campanha de segundo mandato do José Perazolo, quando ele venceu a eleição. Também participei de produções com o Johnny, e posteriormente com o Gibim. Somente com o Johnny, foram três campanhas, e em duas delas ele venceu a eleição”, contou.

   
Cinema - José Dias também foi estudante universitário do curso de Artes Visuais da Universidade Estadual de Londrina – UEL entre os anos de 2004 a 2007. Depois ele também fez uma especialização em artes e educação novamente na UEL e uma segunda especialização em cinema, na Faculdade Pitágoras de Londrina. “Na época tive contato com muitos profissionais da área do cinema em Londrina. Neste mesmo período eu inscrevi um projeto meu no Fundo Municipal de Cultural (FMC) de Rolândia, do meu curta metragem Nanuk”, explicou.

    Antes do “Nanuk”, Dias também participou do 21º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, com a curta “Vida de Manequim”, obra que obra aborda a monotonia da vida na cidade. O filme “Nanuk” foi basicamente todo produzido por ele. “O roteiro principal foi realizado por Fabricio Santesso, que já foi meu professor e é um ótimo profissional. A fotografia, direção e montagem, tudo foi realizado por mim. Foi um dos meus primeiros trabalhos mais marcantes”, afirmou. Depois disso, José Dias dirigiu o filme “O Ponto” (2014), que é um curta com abordagem infanto-juvenil e um com temática de terror chamado “Samantha” (2015).

    Muralista - Dias já fez um trabalho artístico no muro do Rolândia Country Club (na rua Santos Dumont). O desenho compõe – o rosto do guerreiro Roland, o hotel Rolândia, a estação de trem e um trem e referência à agricultura. O artista também já trabalhou na homenagem que o clube social fez à imigração japonesa ao Brasil com uma obra no ano da Imin 100, celebrada em 2008.

    Atualmente - Dias não está produzindo nenhum trabalho audiovisual no momento, mas continua com a pintura com a técnica do spray e pincel. “No momento eu tenho executado alguns trabalhos na área cultural em Londrina e também fazendo muitos murais na área comercial em várias cidades da região”, explicou.

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