A ação que embargou a granja

Meio Ambiente, IAP, Polícia Ambiental e Força Verde deram prazo de 10 dias para local apresentar a documentação; prazo termina nesta segunda-feira

Publicado: 10/02/20 • 10h22
Atualizado em: 10/02/20 • 11h30

    A granja de porcos que fica na região do Ribeirão Ema, em Rolândia, foi embargada na quinta (30). A ação foi resultado de um trabalho em conjunto da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Rolândia, do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Polícia Ambiental/Força Verde – os órgãos proibiram, por enquanto, o funcionamento da granja de porcos, que fica quase na divisa com o município de Arapongas.

    O secretário de Meio Ambiente, Anderson Buss Cardoso, e técnicos da secretaria estiveram na ação. De acordo com informações do secretário, a granja vem sendo notificada desde 2019 e foram dados prazos de prorrogação de entrega de vários documentos pendentes. “Não nos foi apresentado nenhum documento de licença ambiental, plano de controle ambiental, certidão de uso e ocupação do solo e laudos da vigilância sanitária”, confirmou o secretário. “Desde de abril foram oferecidos todos os prazos possíveis e em novembro foram ofertados mais dez dias. Não houve nenhuma procura por parte dos responsáveis até a quinta-feira (30), por isso não tínhamos como tomar outra medida”, afirmou o secretário.

    Ainda conforme o secretário, a granja existe há cerca de 35 anos é de responsabilidade de dois irmãos arrendatários, que alegam que não apresentaram a documentação até agora, pois estavam esperando um procedimento do IAP, porém, o instituto afirmou que a responsabilidade é dos proprietários.

    O secretário informou que a granja comporta mais de 1,2 mil suínos atualmente. Dessa forma, não existia a possibilidade de transferência imediata destes animais do local, por isso, foi dado o prazo. “Durante este prazo eles foram orientados a não aumentar a vara de porcos e, consequentemente, reduzi-la. Os próprios responsáveis não tinham plena certeza se a granja possui a capacidade de suínos que até então ali estavam”, explicou. Por isso, a necessidade de documentação e de estudos.

    O local também não possui lagoa de tratamento para a limpeza das fezes dos animais. No momento, o escoamento da água de onde é feito o processo de limpeza dos suínos passa por uma caixa com gradeamento mal elaborado e depois é direcionada para cavas: duas delas de concreto e duas diretamente no solo.

    “Podemos afirmar que a água não está indo diretamente para o Ribeirão Ema, mas não podemos confirmar com total certeza que este liquido não polui indiretamente o local. E dentro de uma área de preservação ambiental não se pode ter este tipo de perigo”, afirmou.

    Conforme o secretário, se houvesse ao menos um projeto de apresentação do controle feito na granja e uma licença ambiental, a situação poderia ser menos agressiva, porém essa não foi a realidade encontrada. Uma vez vencido o prazo e caso o empreendimento não apresente o que foi pedido, corre o risco do local ser lacrado e ter os porcos removidos.

    Um dos atuais proprietários da granja já procurou o Meio Ambiente para saber detalhes do procedimento que deve fazer para ter a documentação. Isso mostra a boa vontade e o interesse em legalizar o negócio.

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