Lixo nos arredores da Casa Lar Samuel

Ainda sem calçadas do lado do muro da instituição, ruas Croton e Groivos estão sendo tomadas pelo lixo jogado pela população

Publicado: 26/02/20 • 11h24
Atualizado em: 31/03/20 • 18h47

    A falta de conscientização de algumas pessoas quanto ao descarte correto de lixo é algo recorrente em vários pontos da cidade. Na semana passada, o presidente do Instituto Lar Samuel, Ivo Veiga, procurou a equipe do JR para fazer uma reclamação sobre o assunto. As ruas Croton e Groivos, no Jardim Novo Horizonte, ao lado do campinho de futebol, há anos vem se tornando um ponto de despejo de vários resíduos, que é depositado principalmente ao lado do muro da instituição.

    Telhas, garrafas, tubo de televisão, frascos de diversos tipos, plásticos e outras dezenas de coisas são despejadas irresponsavelmente no local. “O problema que acontece aqui nesta esquina já vem de anos. De dois em dois meses preciso pagar alguém para fazer uma limpeza no local e tirar o lixo acumulado, para evitar que apareçam bichos. É até mesmo como um modo de prevenção contra a dengue”, explicou o presidente.

    Como um modo de prevenção e pedido de respeito, o presidente instalou no local avisos sinalizando que é proibido o descarte de lixo, mas a placa é ignorada. “Isso não é só um problema para a comunidade em geral, mas é algo que afeta diretamente as crianças que frequentam o lar. Por isso, eu peço a conscientização das pessoas quanto a isso. É um local público que deve ser preservado por todos”, salientou Ivo.

    Em meio as atitudes de descaso, o presidente contou com uma ação voluntária de uma pessoa que foi até o local e juntou boa parte do lixo que já estava acumulado há aproximadamente 30 dias. “Agora estamos esperando a Sanetran vir recolher os resíduos. Já entramos em contato com eles, mas a demanda de trabalho está grande e eles estão bem ocupados”, contou.

    Lixo é criadouro
    É importante lembrar que lixo acumulado é o principal criadouro do mosquito da dengue. Por isso, remover o lixo e manter os depósitos de água tampados são pequenas medidas que evitam a proliferação do Aedes aegypti e contribuem nesta ação de combate à dengue, que cada dia vêm gerando mais vítimas no município.

    No último levantamento de casos de dengue, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, Rolândia registrava 129 casos positivos e mais de 1200 notificações. Número que devem aumentar ainda nesta semana.

    Atitudes como as encontradas próxima ao Lar Samuel só contribuem para que este índice cresça cada vez mais, atingido crianças, jovens, adultos e idosos. Indiscriminadamente, não há diferenças para o Aedes. Todos são responsáveis pelo combate à dengue e todos podem ser vítimas desta doença.

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