Política do MEC provoca falta de livros didáticos

A falta de livros didáticos na rede municipal de várias cidades dá dor de cabeça aos pais; em Rolândia, faltam cerca de 1,4 mil livros

Publicado: 11/03/20 • 10h15
Atualizado em: 11/03/20 • 11h45

A política e os desmandos do Governo Federal dentro do MEC (Ministério da Educação) provocaram a falta de livros didáticos em Rolândia e em toda a nossa região. As secretarias municipais de Educação das cidades da região tentam fazer o remanejamento dentro do município e dentro da região, mas isso não suficiente para sanar o problema de alunos sem livros didáticos, apesar do ano letivo já ter começado.

Em fevereiro, o JR fez uma matéria sobre o problema em Rolândia, motivado pela reclamação de vários pais e mães, conversou com a secretária de Educação de Rolândia, Silvia Unbehaun, que afirmou que o Governo Federal ainda estava entregando os livros. Quando a matéria foi publicada nas redes sociais, uma pessoa comentou que estava tudo bem em Arapongas, que era coisa de Rolândia.

Motivado por esse comentário, o JR entrou em contato com a Educação da cidade vizinha e descobriu que o problema lá é igual ao de Rolândia e das cidades da região. “Na verdade, esse não é um problema municipal. É um problema federal. Está faltando livros mesmo, mas não é um problema do município. Já entramos em contato com o MEC, mas ainda não recebemos nenhuma resposta”, afirmou Vandrea Vital Cestari, gerente de Ensino Fundamental.

O problema está em todas as cidades. “Entramos em contato com outras cidades para tentar resolver nosso problema, mas, infelizmente, todas os municípios estão com falta de livros”, ressaltou a gerente. Ela informou que está fazendo um levantamento da quantidade que falta para passar para o MEC. “O nosso problema está em todas as turmas, de 1º ao 4º ano. Apenas na 5ª série há livros para todos”, revelou. Vandrea afirmou que conseguiu resolver no ano passado com remanejamento (dentro do município e com cidades da região) e com a reserva técnica que o MEC tem.

Voltando a Rolândia, Silvia Unbehaun afirmou que foi atrás dos livros que ainda não chegaram nos Correios e falou com uma pessoa do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Silvia perguntou o que estava acontecendo com os livros didáticos. A pessoa disse que o ministro da Educação do novo governo, o colombiano Ricardo Vélez Rodrigues, trocou todos do MEC e a questão dos livros didáticos parou. As gráficas contratadas para a impressão dos livros não foram pagas, por contenção de gastos, e elas não mandaram os livros.

Nova troca de ministro na Educação e o processo foi retomado. Os livros começaram a ser entregues em novembro. “O caso é que essa pessoa me informou, pelo seu sistema, que 80% dos livros já tinham sido entregues para as escolas. Espero que nesses 20% restantes estejam bastante livros de Rolândia”, ressaltou a secretária. A próxima remessa de livros do Governo Federal está marcada para ser colocada nos Correios no dia 10 de abril. “Pode chegar em Rolândia em torno do dia 20”, afirmou Silvia Unbehaun.

Números

Silvia falou sobre o último levantamento feito sobre a quantidade de livros que faltam nas escolas. “Já melhorou bastante em relação à situação anterior, mas ainda faltam livros”, afirmou. Silvia explicou que há um grupo do Whatsapp em que as pedagogas das escolas falam sobre livros que faltam e estão sobrando – uma escola busca na outra. O chamado remanejamento. “Em turmas que faltam poucos livros é porque não bate o número do Censo Escolar com o número de alunos”, ressaltou Silvia.

De acordo com a lista repassada pela Educação na escola Sebastião Feltrin faltam 19 livros (15 deles de História do 2º ano); na Nossa Senhora apenas cinco de Matemática do 3º ano. Na Maria do Carmo, faltam 95 livros das mais variadas disciplinas e de variadas séries. Na Maria Teixeira, são necessários 160 livros didáticos (35 de Língua Portuguesa e 35 de Matemática, ambos do 3º ano); no Costa e Silva faltam 143 livros; no Vitório Franklin são necessários ainda 170 livros didáticos (60 de Língua Portuguesa e 60 de Matemática – tudo do 5º ano).

Na escola Geralda Chaves, faltam 238 livros (60 de Arte, 26 de Língua Portuguesa, de Matemática, de Ciências, de História e de Geografia, tudo do 2º ano). Na Parigot de Souza são necessários, ainda, 217 livros (52 de História, 31 de Geografia, 29 de Língua Portuguesa e 31 de Geografia, tudo do 3º ano). Já na Monteiro Lobato, faltam 261 livros (40 de Língua Portuguesa e 40 de Matemática do 2º ano e 29 de Ciências do 3º ano). Na Escola São Fernando, são necessários 132 livros (24 DE Língua Portuguesa, 24 de Matemática, 23 de Ciências, 24 de Geografia e 23 de Arte, tudo do 4º ano).

No total, até esta segunda-feira (09) faltavam cerca de 1440 livros didáticos nas escolas municipais de Rolândia (o número pode ser menor por conta do remanejamento). As escolas Luiz Real e a Garrastazu Médici não relataram falta de livros.A política e os desmandos do Governo Federal dentro do MEC (Ministério da Educação) provocaram a falta de livros didáticos em Rolândia e em toda a nossa região. As secretarias municipais de Educação das cidades da região tentam fazer o remanejamento dentro do município e dentro da região, mas isso não suficiente para sanar o problema de alunos sem livros didáticos, apesar do ano letivo já ter começado.

Em fevereiro, o JR fez uma matéria sobre o problema em Rolândia, motivado pela reclamação de vários pais e mães, conversou com a secretária de Educação de Rolândia, Silvia Unbehaun, que afirmou que o Governo Federal ainda estava entregando os livros. Quando a matéria foi publicada nas redes sociais, uma pessoa comentou que estava tudo bem em Arapongas, que era coisa de Rolândia.

Motivado por esse comentário, o JR entrou em contato com a Educação da cidade vizinha e descobriu que o problema lá é igual ao de Rolândia e das cidades da região. “Na verdade, esse não é um problema municipal. É um problema federal. Está faltando livros mesmo, mas não é um problema do município. Já entramos em contato com o MEC, mas ainda não recebemos nenhuma resposta”, afirmou Vandrea Vital Cestari, gerente de Ensino Fundamental.

O problema está em todas as cidades. “Entramos em contato com outras cidades para tentar resolver nosso problema, mas, infelizmente, todas os municípios estão com falta de livros”, ressaltou a gerente. Ela informou que está fazendo um levantamento da quantidade que falta para passar para o MEC. “O nosso problema está em todas as turmas, de 1º ao 4º ano. Apenas na 5ª série há livros para todos”, revelou. Vandrea afirmou que conseguiu resolver no ano passado com remanejamento (dentro do município e com cidades da região) e com a reserva técnica que o MEC tem.

Voltando a Rolândia, Silvia Unbehaun afirmou que foi atrás dos livros que ainda não chegaram nos Correios e falou com uma pessoa do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Silvia perguntou o que estava acontecendo com os livros didáticos. A pessoa disse que o ministro da Educação do novo governo, o colombiano Ricardo Vélez Rodrigues, trocou todos do MEC e a questão dos livros didáticos parou. As gráficas contratadas para a impressão dos livros não foram pagas, por contenção de gastos, e elas não mandaram os livros.

Nova troca de ministro na Educação e o processo foi retomado. Os livros começaram a ser entregues em novembro. “O caso é que essa pessoa me informou, pelo seu sistema, que 80% dos livros já tinham sido entregues para as escolas. Espero que nesses 20% restantes estejam bastante livros de Rolândia”, ressaltou a secretária. A próxima remessa de livros do Governo Federal está marcada para ser colocada nos Correios no dia 10 de abril. “Pode chegar em Rolândia em torno do dia 20”, afirmou Silvia Unbehaun.

Números

Silvia falou sobre o último levantamento feito sobre a quantidade de livros que faltam nas escolas. “Já melhorou bastante em relação à situação anterior, mas ainda faltam livros”, afirmou. Silvia explicou que há um grupo do Whatsapp em que as pedagogas das escolas falam sobre livros que faltam e estão sobrando – uma escola busca na outra. O chamado remanejamento. “Em turmas que faltam poucos livros é porque não bate o número do Censo Escolar com o número de alunos”, ressaltou Silvia.

De acordo com a lista repassada pela Educação na escola Sebastião Feltrin faltam 19 livros (15 deles de História do 2º ano); na Nossa Senhora apenas cinco de Matemática do 3º ano. Na Maria do Carmo, faltam 95 livros das mais variadas disciplinas e de variadas séries. Na Maria Teixeira, são necessários 160 livros didáticos (35 de Língua Portuguesa e 35 de Matemática, ambos do 3º ano); no Costa e Silva faltam 143 livros; no Vitório Franklin são necessários ainda 170 livros didáticos (60 de Língua Portuguesa e 60 de Matemática – tudo do 5º ano).

Na escola Geralda Chaves, faltam 238 livros (60 de Arte, 26 de Língua Portuguesa, de Matemática, de Ciências, de História e de Geografia, tudo do 2º ano). Na Parigot de Souza são necessários, ainda, 217 livros (52 de História, 31 de Geografia, 29 de Língua Portuguesa e 31 de Geografia, tudo do 3º ano). Já na Monteiro Lobato, faltam 261 livros (40 de Língua Portuguesa e 40 de Matemática do 2º ano e 29 de Ciências do 3º ano). Na Escola São Fernando, são necessários 132 livros (24 DE Língua Portuguesa, 24 de Matemática, 23 de Ciências, 24 de Geografia e 23 de Arte, tudo do 4º ano).

No total, até esta segunda-feira (09) faltavam cerca de 1440 livros didáticos nas escolas municipais de Rolândia (o número pode ser menor por conta do remanejamento). As escolas Luiz Real e a Garrastazu Médici não relataram falta de livros.

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