Mulher de fake news sobre HU responderá na Justiça

Apesar de ter se retratado, mulher deve responder ação no Juizado Especial do Crime por produzir pânico

Publicado: 31/03/20 • 15h35
Atualizado em: 31/03/20 • 16h07

    A mulher que gravou um áudio com notícias falsas sobre o Hospital Universitário de Londrina (HU) se retratou, mas deve responder ação no Juizado Especial Criminal. A ação será por provocar alarme, anunciando desastre ou praticar ato capaz de produzir pânico ou tumulto pode sofrer pena de prisão simples. A mensagem foi compartilhada nas redes sociais e acabou viralizando por toda a região, inclusive em Rolândia, onde rodou por muitos grupos de Whatsapp. Provocou muito pânico entre as pessoas, principalmente naquelas que repassam tudo sem investigar ou pensar.

    A mensagem de pânico foi motivo de uma entrevista coletiva no Hospital Universitária na sexta-feira (20). “Não estamos vivendo um caos da covid-19, não estamos escolhendo quem vai viver e quem vai morrer. Isso é muito sério... causa pânico e preocupação na população”, afirmou Vivian Feijó, superintendente do hospital. Vivian falou sobre as duas crianças entubadas no hospital por problemas respiratórios, em que foram feitos os exames e descartada a suspeita de ser o coronavírus.

    A chefe da UTI pediátrica do HU, Luiza Moriya, também falou na entrevista coletiva. “Historicamente sempre temos crianças que vão para a ventilação mecânica e algumas vão a óbito por doença viral que pode vir de agentes com o influenza, parainfluenza, adenovírus, vírus sincicial respiratório, entre outros”, ressaltou.

    O áudio
    O áudio trazia uma mulher falando informações do HU. “Temos ficado sabendo das coisas em primeira mão. Acabei de saber, dele mesmo, que a situação dentro do HU fugiu do controle. Tem inúmeros infectados, ainda não foi divulgado, mas... inclusive tem três crianças entubadas lá dentro... e nesse momento eles estão tendo que escolher a vida de quem vão salvar e quem eles vão deixar morrer porque não têm mais condições de atender todo mundo”, alertava o áudio.

    A retratação
    Identificada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), a mulher gravou um áudio com a retratação. “Eu gostaria de pedir desculpas a todos vocês. Fui movida por um momento de pânico, muita angústia. Dois dias já trancada em casa e recebendo um monte de informação, de fake news, um monte de coisa. Eu acabei misturando as informações e exagerando um pouco. Menti a respeito das informações que eu tinha recebido de primeira mão, que estavam vindo de um aluno de meu esposo. Na verdade, eu não recebi nenhuma informação de primeira mão, na verdade tudo o que recebi foi por grupos de Whatsapp e cada um falou uma coisa. Áudios que a gente nem sabe de quem...”

    Denuncie
    As fake news estão sendo investigadas pelo Gaeco de Londrina, que está recebendo muitas denúncias de notícias falsas e têm tomado providências.

    Os telefones do órgão para denúncias são o (43) 3372-9200 e o 9.9104-4721 (Whatsapp).

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