Bosque sensorial piloto

O 1º projeto foi implantando no jardim Cidade Verde e vai beneficiar a população daqui a 5, 10 anos

Publicado: 19/05/20 • 15h23
Atualizado em: 19/05/20 • 16h29

    Sentir a textura e o aroma de uma planta ou identificar uma flor apenas pelo toque. Essas são as experiências que prometem ser incentivadas no primeiro projeto piloto de bosque sensorial, aqui em Rolândia. Segundo o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Anderson Buss, a ideia veio após uma visita a Curitiba, que já possuiu alguns bosques sensoriais. O parque sensorial está localizado no jardim Cidade Verde e até o momento já foram plantadas 28 árvores e foi feito uma pequena pista de caminhada.

    “A ideia do bosque é unir espécies diferentes de árvores frutíferas e não frutíferas e que estimulem na população as sensações como o tato, o olfato, a visão, a audição e até mesmo o paladar”, explicou o secretário. O tato envolve o toque nas plantas e nas árvores, o olfato se refere aos diferentes tipos de aromas que poderão ser sentidos neste ambiente, a visão é atribuída a beleza das plantas que poderá ser apreciada, a audição será percebida através do barulho das árvores e dos pássaros. Por fim, haverá também a sensação do paladar.

    “Neste parque nós teremos árvores frutíferas como a Cerejinha do Rio Grande, além da nêspera (também chamada de ameixa amarela) e árvore de pitanga. Acredito que muitos farão um retorno ao passado no momento em que estiverem aqui”, confessou Anderson.

    O local será uma ótima opção de passeio para as famílias, e até mesmo, servirá como destinos de local de visitação para as escolas do município levarem os alunos. “Queremos deixar um legado em Rolândia para as próximas gerações”, afirmou o secretário. No local serão instalados bancos de madeira e ainda passará por muitas adequações. O local certamente será muito utilizado no futuro por toda a população, uma vez que o tempo final de crescimento de uma árvore frutífera é de sete a oito anos.

    “Quando estas árvores estiverem crescidas o suficiente, serão plantadas aqui no bosque uma folhagem mais aromática que serão instaladas dentro de vasos: Capim Cidreira, Camomila, Espinheira Santa”, exemplificou.

    Este é um projeto pioneiro que deverá ser levado adiante pelas próximas gestões e pelos próximos secretários que ocuparem o mesmo cargo. “Este é um benefício para toda a comunidade e é algo que queremos levar para outras regiões. Queremos chegar em um patamar de cidade bem arborizada, como Maringá”, afirmou. Entre as espécies presentes no bosque estão Flamboyant, Quaresmeira e Ipê Rosa.

    O próximo bairro a receber o projeto do parque sensorial deve ser o Jardim Santiago.

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