Agropecuária de Rolândia compra antiga sede da Corol

Empresa de Rolândia comprou área de 61 mil m2 com vários imóveis e aguarda pela homologação de juiz

Publicado: 29/07/20 • 16h31
Atualizado em: 29/07/20 • 16h34

    Uma empresa privada de Rolândia, uma agropecuária, deu um lance no leilão da antiga sede da Corol e levou a área de mais de 61 mil metros quadrados por pouco mais de R$ 10 milhões. Agora, a agropecuária aguarda pela homologação da compra e o prazo para isso acontecer é até o final desse mês.

    De acordo com uma pessoa ligada à agropecuária, ainda não tem nada definido sobre o que será feito no local. Isso se a venda foi homologada. Ainda segundo essa pessoa, a intenção é de que ali possa ser um centro empresarial com locação de barracões etc. Agora, todos os associados da Corol serão comunicados sobre o resultado do leilão, por isso o prazo maior para a homologação.

    O JR falou com o secretário de Finanças de Rolândia, Marcos Gabriel, sobre o motivo da não participação neste segundo leilão – em dezembro, a prefeitura havia arrematado o bem por R$ 9,5 milhões em um primeiro leilão, mas que teve anulada a sua homologação (leia mais abaixo). “Não participamos porque mudaram todas as perspectivas econômicas do país por conta da pandemia. Como houve queda das atividades econômicas e de arrecadação, não teríamos recursos para fazer investimentos que demandariam para ir para aquele local”, afirmou o secretário.

    Lembre-se do caso
    A prefeitura de Rolândia não participou desse leilão – o segundo feito pela Justiça desse local que pertence à União. Em dezembro, a prefeitura participou do primeiro leilão e arrematou o bem, em segunda praça, foi de R$ 9,5 milhões – em primeira praça, o valor era de mais de 19 milhões pelo imóvel. A compra chegou a ser homologada, mas essa homologação foi anulada em março a pedido da União e da própria Corol. A alegação, aceita pelo juiz, foi de que o próprio imóvel não poderia ser dado como garantia do negócio.

    No leilão de dezembro, o lance foi dado pelo vice-prefeito Roberto Negrão, que havia conversado com o prefeito Francisconi e com os secretários de Finanças, Compras e Administração sobre os valores que poderiam ser investidos. No final, o valor ficou em R$ 9.563.933,09 que pode ser pago em uma entrada de R$ 1 milhão (divididos em quatro parcelas com a primeira um mês depois da homologação do Judiciário) e mais 60 parcelas de R$ 142.732,29.

    A compra da sede da Corol era um sonho antigo dessa administração, que poderia levar toda a estrutura da prefeitura e quase todas as secretárias e órgãos para o local. Com a compra pela prefeitura, o imóvel se tornaria público e não pode ser dado como garantia da compra. 

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