Setembro Amarelo: mês de prevenção ao suicídio

Campanha aborda assuntos relacionados à saúde mental e promove a conscientização sobre a prevenção contra o suicídio

Publicado: 14/09/20 • 18h27
Atualizado em: 30/09/20 • 02h53

    Dia 10 setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, uma das principais causas de mortalidade no Brasil e no mundo. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo. Calcula-se que, aproximadamente, um milhão de casos de mortes por suicídio são registrados por ano em todo o mundo. Deste modo, o mês de setembro é voltado para a campanha “Setembro Amarelo”.

    O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. No Brasil, foi criado em 2015 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). O JR falou com o gerente de Saúde Mental de Rolândia, Érico Alencar Ignácio, que explicou um pouco mais sobre a campanha.

    Precisamos falar 
    A primeira medida preventiva ao suicídio é a educação. Durante muito tempo, falar sobre suicídio foi um tabu, havia medo de se falar sobre o assunto. De uns tempos para cá, especialmente com o sucesso da campanha Setembro Amarelo, esta barreira foi derrubada e informações ligadas ao tema passaram a ser compartilhadas, possibilitando que as pessoas possam ter acesso a recursos de prevenção.

    O assunto é tanto quanto delicado de ser abordado, mas, também precisa ser discutido. É preciso um cuidado maior em relação a este tema para a mensagem chegue de modo positivo a todas as pessoas. Para o gerente de saúde mental, falar do assunto é indispensável. 

    “Estamos passando por um momento muito diferente em que as pessoas mudaram completamente as suas rotinas de ir e vir. Mas ao mesmo tempo, este período acaba se tornando uma oportunidade da gente se conectar por outros meios, pois havia muita pouca comunicação de sentimentos. Com o distanciamento a gente se permitir a compartilhar mais os sentimentos mesmo que de longe”, afirmou.

    Para Érico, o momento de pandemia também trouxe a oportunidade de se conversar mais com a família e com amigos, e nos conectar mais com todos. “É importante também dizer que sempre há uma solução para o problema pelo qual você esteja enfrentando, o importante é falar sobre a situação e buscar ajuda”, orientou.

    Saber ouvir e observar
    Mesmo que não tenha certeza de que precisa de ajuda, ou que seu amigo ou familiar próximo precisa de ajuda, não tenha receios em saber ouvir e até mesmo observar sinais. “Observar os sinais no comportamento da pessoa, mudanças repentinas de humor, isolamento, perda de apetite ou insônia, ou em alguns casos, sonos em excesso, podem ser alguns traços que precisem de atenção especial”, informou. 

    Saber quais as principais causas e as formas de ajudar pode ser o primeiro passo para ajudar. Depois disso, surge então um outro desafio: falar com responsabilidade, de forma adequada e alinhada ao que recomendam as autoridades de saúde, para que o objetivo de prevenção seja realmente eficaz.

    Canais de acolhimento
    Atualmente existe o CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone por meio do 188, e-mail e chat 24 horas todos os dias. O  site do CVV pode ser feito no www.cvv.org.br .

    Em Rolândia, há também o oferecimento de serviços de saúde mental que foram implantados necessariamente para atender aquelas pessoas que possuem patologias psiquiátricas, que também podem levar as situações de suicídio. Mas o gerente também ressalta que há muito casos em que o suicídio não está ligado a nenhuma situação psiquiátrica patológica, mas sim em outros transtornos e dificuldades.

    Hoje no município existe o Centro de Atenção Psicossocial de Rolândia Renascer (CAPS II), que é um serviço de saúde aberto e comunitário do Sistema Único de Saúde (SUS). Érico ressalta que é importante que a busca por ajuda seja rápida e que a família ajude neste processo, sem preconceitos ou pré-julgamentos. 

    As pessoas que necessitarem podem procurar o serviço na Avenida Castro Alves, nº 1821, centro, por meio de encaminhamento da unidade básica de saúde, por procura espontânea, ou por agendamento através dos telefones (43) 3256-6248 ou 3255-1926.

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