Programa “Bate-papo Musical” volta neste sábado

Programa de entrevistas musicais vai receber Paulo Cerantola Filho e Edson Guilhermino, artistas que formam o Duo Tom Maior

Publicado: 17/09/20 • 11h35
Atualizado em: 29/10/20 • 12h29

    Neste sábado (19) o “Bate-papo musical” está de volta. O programa de entrevistas começa às 19:00, com transmissão ao vivo pelo YouTube (canal Tiago França - MV Studio), e receberá Paulo Cerantola Filho e Edson Guilhermino, que formam o Duo Tom Maior. O programa é apresentado por Vanderlei Fernandes e entrevista artistas de Rolândia e região e tem como objetivo dar visibilidade para músicos locais, mostrar um pouco de sua história, saber dos desafios e das conquistas de cada um deles. O Bate-papo tem apoio cultural do Jornal de Rolândia.

    Sobre os convidados
    De um encontro oportuno entre dois músicos rolandenses consolidou-se um projeto de importância cultural tipicamente brasileiro. O baterista Edson Guilhermino e o violonista Paulo Filho uniram-se em torno do interesse comum de celebrar a música popular brasileira através das composições de Tom Jobim, Chico Buarque, Vinicius de Moraes, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Djavan, Dorival Caymmi, Paulinho da Viola, Adoniram Barbosa, Noel Rosa, Ary Barroso, Lupicínio Rodrigues, entre outros.

    A proposta do duo reside sobretudo no resgate e divulgação da autêntica Música Popular Brasileira, contando um pouco sobre sua história, sua arte e a perfeita combinação de poesia, melodia, harmonia e ritmo.

    O início
    Paulo Cerantola Filho nasceu em São Paulo e desde muito cedo já teve contato com a Música Popular Brasileira: seu pai gostava muito de música e tinha até participado como calouro em um programa de bastante audiência numa rádio da cidade.

    No final da década de 70, com doze anos, Paulo acompanhava o pai nas rodas de choro da cidade de São Paulo, como espectadores, admirando todos aqueles craques em seus instrumentos. “Por conta disto, passei a conhecer então grande parte dos chorões, pois onde se sabia que havia uma roda de choro, estávamos lá, na fila do gargarejo”, contou.

    “Nesta época, influenciado pelo meu pai, comecei a estudar violão clássico no conservatório musical de SP, mas passei então a estudar, por conta própria, o violão popular, fascinado por uma fita cassete (álbum duplo) de coletâneas do João Gilberto. Foi meu primeiro contato mais profundo com a bossa nova. A partir daí, defini o estilo que trilho até hoje”, afirmou.

    Paulo afirma que nunca foi músico profissional, apenas um artista onde o palco é o seu escritório e a plateia, a sua família. “Há cerca de cinco anos conheci o Édson Fumaça, soube que ele tocava bateria e fizemos uma grande amizade. Um dia cheguei em sua oficina, pois trabalhava como técnico de informática, e propus a ele formarmos um duo de MPB”, revelou.

    Depois disso, eles fizeram um pequeno investimento em áudio e até hoje se apresentam em bares, restaurantes, praças públicas, festas de confraternização. “Temos como proposta a divulgação e resgate da MPB para todos que apreciam a boa música. Aos jovens para que conheçam e aos mais velhos para que recordem”, ressaltou Edson Guilhermino.

    QR Codes de doação
    O programa deste sábado também terá QR Code sde doações para a Casa de Repouso Maanain e para a Lar Cairbar Schütel, instituições que cuidam de idosos em Rolândia. 

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