Trânsito no PR - um panorama para mudar de direção

Quadro de Segurança Local – QSL - Aspirante a Oficial PM Fracaro

Publicado: 01/10/20 • 09h36
Atualizado em: 01/10/20 • 09h47

    No dia da distribuição dessa edição do Jornal de Rolândia fecharemos a Semana Nacional do Trânsito (Edição impressa da sexta-feira, 25/09). Essa é uma daquelas datas que nos lembram de assuntos que não deveriam ser esquecidos em nenhum momento ao longo do ano. Mesmo porque vai ano vem ano e os números de vítimas nas rodovias e áreas urbanas flutuam, infelizmente, sempre dentro de uma mesma média. 

    Em tempos de live, acompanhei uma com os comandantes do Batalhão de Polícia Rodoviária e do Batalhão de Polícia de Trânsito. Os dados apresentados exemplificam esse cenário. Em 2019, houve 6.708 acidentes em rodovias paranaenses. Este ano, até o presente mês, são 3.708. A aparente queda é relativa, pois os grandes feriados de fim de ano ainda estão por vir e, fatalmente, mais vidas serão perdidas.

    Mais alguns dados: o número de feridos em acidentes nas rodovias do estado em 2019 foi de 6.232. Ou seja, acidente em rodovia quase sempre resulta em alguém ferido. Em 2020, já são 3.445. Aqui os números não diferem a gravidade do ferimento, considerando de arranhões a lesões graves. 

    Perdemos 700 vidas em 2019 nas rodovias do Paraná. Este ano temos que frear o número que já é de 433. O tipo de acidente com mais vítimas fatais foi a colisão frontal – o que chama a atenção para o fato de que muita gente tenta a ultrapassagem em locais proibidos. Impaciência e estresse, não tenha dúvida, estão diretamente envolvidos nesse índice trágico.    

    O que nos leva ao tópico das causas. Segundo o apurado, 70% dos acidentes tem como causa o fator humano. Excesso de velocidade, uso de smartphones ao volante e até mesmo ações simples como deixar de indicar a mudança de direção ou de faixa. Somam-se a essas causas as falhas no veículo e, por fim, a condição das estradas.

    Uma das frases proferidas na live me chamou muito a atenção: “não adianta educar adultos. A transgressão às regras de trânsito já faz parte do cotidiano deles. Temos que trabalhar educação no trânsito com as crianças”. Ela me fez acreditar que estou no rumo certo. 

    No ano passado trouxemos alunos de quase todas as escolas municipais ao batalhão para uma aula prática sobre trânsito. Esse ano, em razão da pandemia, não foi possível fazer muito. Gravei vídeos para uma professora repassar como atividade complementar a seus alunos. Apoiamos blitz educativas. Mas ainda é pouco. Quero acreditar que, independente da idade, a informação pode mudar comportamentos e, assim, menos vidas sejam perdidas ao volante. 

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