Água potável: economizar para não ter de racionar

Paraná tem as maiores temperaturas da sua história e Sanepar pede que se evite desperdício e se use racionalmente a água potável

Publicado: 13/10/20 • 10h12
Atualizado em: 05/12/20 • 16h37

    As mais altas temperaturas da história, que têm sido registradas no Paraná, elevaram o consumo de água em todo o Estado e demandaram produções recordes da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Em muitos sistemas, mesmo a produção 24 horas por dia não foi suficiente para atender a população, principalmente em locais em que a estiagem tem provocado redução na vazão de poços e rios.

    Para se ter uma ideia, o aumento no consumo de água foi até 20% maior em algumas localidades, como Maringá, no Norte do Estado, que produziu 103 milhões de litros na sexta-feira. Em dias normais, a produção é de 86,4 milhões de litros/dia. A cidade tem registrado temperaturas máximas em torno de 40ºC nos últimos dias, assim como o restante da região. 

    Em Londrina, o calor também provocou aumento recorde no consumo de água, que chegou a 250 milhões de litros no sábado: o maior volume consumido até então havia sido de 235 milhões de litros num único dia, em 2017. A produção da Sanepar foi 17% a mais do que a média de verão. Na sexta-feira (2), a cidade teve o dia mais quente da história, com registro de 41°C. Antes disso, a máxima havia sido de 39,3ºC, em novembro de 1985.

    Em Rolândia, a história não é diferente. O forte calor aumenta o consumo de água, que falta frequentemente, principalmente nas regiões mais altas da cidade. É comum a falta de água em bairros como o Parigot de Souza e Novo Horizonte. São bairros altos, locais em que o desabastecimento acontece primeiro e também é o último lugar a voltar o abastecimento. De acordo com a Sanepar, há pontos na cidade, por serem mais baixo, em que nem chega a acabar a água.

    Apucarana teve queda expressiva na vazão dos mananciais superficiais e subterrâneos, reduzindo em 10% a capacidade de produção de água na cidade. Mesmo assim, no sábado, a Sanepar produziu 36 milhões de litros, 15% acima do normal.

    O pico no consumo e os níveis baixos dos reservatórios devido à queda na vazão de rios e poços provocaram desabastecimento pontual em bairros e regiões mais altas e afastadas dos centros de distribuição de água de muitas cidades. Foi o que aconteceu em Apucarana, Mauá da Serra, Faxinal, Lunardelli, Jandaia do Sul, Cambira e Califórnia. O mesmo foi registrado em Santa Mariana, Ibaiti, Florestópolis, Bela Vista do Paraíso, Arapongas, Rolândia, Centenário do Sul, Sabáudia, Astorga, Floraí, Paiçandu, Floresta, Ivatuba, Paranavaí, Itapejara, São Jorge do Oeste, Francisco Beltrão, Marmeleiro, Palotina, Toledo, Marilena e Pinhão. Até caminhões-pipa tiveram que ser utilizados para minimizar a situação, conforme a demanda dos sistemas.

    “Estamos batendo todos os recordes de produção, com as estações operando 24 horas por dia. Em muitos lugares, a estiagem já reduziu a vazão de rios e poços. A previsão meteorológica indica que teremos uma primavera com chuvas abaixo da média, como vem ocorrendo desde 2019. As temperaturas máximas também estão batendo recorde. Será necessária muita consciência no uso da água em todo o Estado”, afirmou o diretor de Operações da Sanepar, Sergio Wippel.

    O uso racional da água se traduz em não desperdiçá-la lavando calçadas, por exemplo, uma ação bem frequente e que faz parte do costume de muita gente. A ideia é economizar agora para não ter que racionar mais à frente.

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