“Só” um gesto de empatia

Vinicius Costa ajudou dois trabalhadores com um carrinho de reciclável e ação foi registrada por uma câmera de segurança

Publicado: 18/11/20 • 11h15
Atualizado em: 05/12/20 • 16h19

    A empatia é a capacidade de compreender o sentimento ou reação da outra pessoa imaginando-se nas mesmas circunstâncias, e se identificar com o outro. Uma ação de empatia pelo próximo foi flagrada e registrada por câmeras de segurança em Rolândia e virou tema de reportagens e matérias, como essa, por exemplo.

    Nas imagens registradas, na rua Wenceslau Braz, região central de Rolândia, é possível ver o momento em que Vinicius Emmanuel Gonçalves da Costa (42) para o automóvel dele durante um trajeto de rotina, estaciona o carro e vai em direção a dois trabalhares catadores de reciclados. A dupla empurrava e puxava um pesado carrinho com material reciclável numa subida bem íngreme.   

    O gerente comercial e cerimonialista de luto contou ao JR que voltava do seu trabalho, na Unipam Bom Pastor, quando visualizou a situação. “Quando eu avistei os dois, achei que era papelão, mas aí eu notei que eles estavam carregando ferragens. Era muito visível o desgaste e o cansaço dos dois e isso me fez lembrar das minhas crises de bronquite, que quando atacam, eu não consigo empurrar nem um carrinho de supermercado”, afirmou.

    A ação foi muito rápida, Vinicius estacionou o carro e de imediato já foi na direção dos trabalhadores para poder ajudá-los. “Meu propósito foi largar o carrinho somente quando a rua estivesse em um local mais plano, pois, no momento em que os ajudei, estavam em uma subida muito inclinada”, ressaltou.

    Vinicius contou que por conta da rapidez da situação, ele não teve tempo de ao menos perguntar o nome dos dois, e que a preocupação de um deles foi evitar que Vinicius sujasse a sua camisa. “Olha a pureza da alma da pessoa, essa foi a única preocupação dele”, contou.

    O gerente afirmou que faria isso quantas vezes fossem necessárias. “Ajudarei muitas outras vezes se for possível, pois só eu sei o que é precisar fazer uma atividade sem folego e sem ar nos pulmões”, revelou.

    “Toda vez que passamos por profissionais iguais a estes pela rua precisamos admirar o quão importante é o trabalho feito por eles. Não existe nenhum mérito para mim, na verdade eu vejo isso, mas como um questionamento: Se fosse eu, teriam feito o mesmo por mim? Eu acho que sim”, afirmou.

    O caso é que essa é um dos trabalhos feito por pessoas que são “invisíveis” para a maioria da sociedade. Assim como os garis, empregados domésticos, limpadores, zeladores etc. Para o Vinícius, e para muitas outras pessoas, elas são bem visíveis. Graças a Deus. 

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