Eleição para diretoria de colégios estaduais no dia 09

Podem participar do processo eletivo membros das comunidades escolares; os futuros colégios Cívico-Militares não terão processo eleitoral

Publicado: 02/12/20 • 10h52

    Em Rolândia, três colégios estaduais vão realizar eleições para diretores em dezembro. No início do mês, a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed-PR) publicou a Resolução nº 4.252/2020 sobre o processo eleitoral que vai definir os gestores das escolas para os próximos quatro anos (2021-2024). A eleição está marcada para o dia 9 de dezembro, das 8h às 22h. Já o segundo turno (onde for necessário) será no dia 17 de dezembro.

    O edital de convocação para inscrição das chapas foi divulgado no dia 18 de novembro e o prazo final de registro foi dia 20. Os candidatos a diretor só poderiam se registrar em uma única instituição de ensino e só é permitido o registro da candidatura aos que já exercem ou exerceram a função de diretor ou diretor auxiliar na mesma instituição de ensino, independentemente do período de direção.

    Em Rolândia, o Colégio Estadual Souza Naves tem chapa única: professora Iranilde Andrade Duraes (diretora), professor José Ricardo (diretor auxiliar) e professora Sandra Regina (diretora auxiliar). No colégio Estadual Dr. Lauro Portugal Tavares também há chapa única composta pelo professor Reinaldo Gonçalves, que já é diretor da instituição. A situação é a mesma no colégio Estadual Padre José Herions que tem chapa única constituída por Fábio Luis Gamen (diretor) e Noeli Ferreira da Roza (diretora auxiliar). 

    Os dias 2 e 3 de dezembro estão reservados para a realização das assembleias virtuais com a comunidade escolar, bem como para a apresentação dos membros das chapas e da proposta de plano de ação para escola.
Podem participar da eleição membros da comunidade escolar composta por: professores que estejam supridos na instituição de ensino; funcionários supridos na instituição de ensino; responsáveis, perante a escola, pelo aluno menor de 16 anos; aluno com no mínimo 16 anos completos até a data da eleição. Cada pessoa apta a votar terá direito a um voto, mesmo que represente mais de um segmento da comunidade escolar ou mais de um aluno não votante.

    Para ser homologada, a eleição necessita de quórum mínimo de 35% dos aptos a votar, incluindo os votos brancos e excluídos os nulos. Quando não for atingido o quórum mínimo, será realizada nova votação. Nos colégios de Rolândia com chapa única, o resultado será homologado desde que a totalidade dos votos válidos não seja inferior ao número de votos brancos e nulos. 

    Vale ressaltar que os candidatos e demais envolvidos em dia de votação terão que respeitar o distanciamento social no espaço escolar e seguir todo um protocolo de segurança sanitária descrito pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

    Só poderão entrar nos locais de votação pessoas que estiverem usando máscaras. O uso deverá ser feito em todo o percurso, até chegar ao local onde está localizada a urna. Não será permitido se alimentar, beber ou realizar qualquer ato que exija a retirada da máscara. 

    As mãos deverão ser higienizadas com álcool em gel antes e depois de votar. O produto deverá ser disponibilizado nos locais em que houver as urnas. Recomenda-se que o votante leve sua própria caneta.

    E nos colégios cívico-militares?
    Já os colégios estaduais Professor Francisco Villanueva e Presidente John Kennedy, que terão a implantação do modelo cívico-militar, não vão passar mais pelo processo eleitoral de direção. A diretora do Colégio Villanueva, Neuza Aparecida Petrin Schuster, e a diretora do Colégio Kennedy, Maria Goreti Gomes, explicaram que neste modelo a eleição é substituída por um credenciamento para designação dos diretores das escolas de tempo integral e cívico-militares.

    De acordo com esse edital os diretores desses estabelecimentos de ensino não serão mais escolhidos através de eleição. Ao invés do voto da comunidade escolar, os candidatos a diretor serão designados por uma comissão avaliadora. A eleição de diretores foi durante vários anos um processo democrático em que os diretores eram escolhidos pelo voto direto. 

    Os principais pré-requisitos para os candidatos poderem se inscrever neste credenciamento, eram: ser professor do Quadro Próprio do Magistério ou profissional do Quadro de Funcionários da Educação Básica (QFEB) - Agente Educacional II, com Licenciatura Plena; ter concluído o curso de Gestão Escolar e Políticas Educacionais do Paraná, ou ter atuado como diretor ou diretor auxiliar em algum estabelecimento da rede pública do Paraná por três anos consecutivos.

    Denise Cristina de Barros, diretora do Colégio José Alexandre Chiarelli, localizado no conjunto San Fernando, explicou que o mesmo irá ocorrer na intuição, e que os candidatos estão participando do mesmo processo de credenciamento. Segundo ela, poderiam se inscrever profissionais da educação QPM ou QFEB que participarão e que já concluíram o curso de gestão ofertado pela Seed. “Depois as inscrições foram prorrogadas e abertas a todos os profissionais professores ou administrativo que se comprometeram a realizar esse curso, caso não o tivessem”, ressaltou.

    A diretora ainda explicou que no ato da inscrição o candidato teria que gravar um vídeo com critérios pré-estipulados. “Uma comissão do NRE está avaliando esses vídeos, fazendo uma classificação e marcando entrevistas com esses selecionados. Nessa entrevista o candidato precisa comprovar a documentação que informou na inscrição, levando-os para análise feita pela comissão. O resultado está previsto para 10 de dezembro”, afirmou Denise.

    A diretora também ressaltou que no Chiarelli, apesar dos critérios do credenciamento serem basicamente os mesmos das demais escolas cívico-militares de Rolândia, o formato de colégio é diferente do que será realizado no Villanueva e no Kennedy, pois lá é um colégio federal e não estadual. “Aqui nós temos uma parceria com a iniciativa privada, então os recursos são provenientes da Itaipu Binacional. O Chiarelli receberá até 2023 três milhões de reais, sendo um milhão por ano, para fazer uma grande reforma na escola e receber melhorias estruturais e pedagógicas”, explicou.

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