25 anos sem Mamonas Assassinas

Por Samuel M. Bertoco

Publicado: 11/03/21 • 15h52

    Há duas décadas e meia atrás, em março de 1996, o Brasil acordou menos alegre. A meteórica banda debochada duns garotos de Guarulhos tinha acabado em um trágico acidente de avião. Mas se suas vidas se foram, suas poucas músicas ficaram, se imortalizaram e até hoje são cultuadas por milhões de fãs.

    No começo uma banda “séria” chamada Utopia, eles não conseguiram arrumar muita coisa, um showzinho aqui, um barzinho ali e um disco de apenas 100 cópias vendidas. Mas ao final de cada show seu eles arriscavam umas paródias, que a galera passou a gostar cada vez mais. Já num clima mais debochado a banda acabou vista pelo famoso produtor Rick Bonadio, era o tapa que faltava. Mudança de figurino, de postura em palco e claro, do nome, que entre coisas como Os Cangaceiros de teu Pai, Coraçõezinhos apertados e Tangas Vermelhas, ficou como Mamonas Assassinas do Espaço, surgia o fenômeno.

    Com um carisma assombrador a banda estourou, com letras atraentes que misturavam crítica social com pura tiração de sarro e uma mistureba de rock com vários outros tipos de som, a banda atraiu multidões e vendeu 1milhão de discos em menos de um ano,

    Não dá pra esquecer as participações memoráveis em alguns programas, como no Faustão em 95 e no Programa Livre - onde a primeira vez que vi um vocalista tirando a camiseta como se estivesse em seu show.

    É bem possível que a banda tivesse data pra acabar, Dinho já estava ficando gigante, hoje era capaz de estarmos vendo ele apresentando algum programa aí da Globo com Julio - teclado - na sua cola. Bento e Sérgio - guita e batera - provavelmente montariam uma superbanda séria de muito sucesso e Samuel - que na real, nunca foi muito chegado em música - ia estar aproveitando a vida em uma praia por aí. Nunca saberemos, resta - como eu tô fazendo agora - ouvir esse disco maravilhoso pela milionésima vez.

Foto(s) desta matéria

Envie seu comentário:
Comentário mediante a aprovação.