Páscoa: a passagem da escravidão para a liberdade

Na Semana Santa se celebra os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo; a Sexta-feira Santa apresenta o drama da morte de Cristo no Calvário

Publicado: 02/04/21 • 10h15

   A Igreja Católica iniciou no Domingo de Ramos, 28 de março – a Semana Santa que se estende até o próximo domingo, dia 4 de abril – domingo de páscoa. A Semana Santa é o momento central da liturgia católica romana e é a semana mais importante do ano litúrgico, quando se celebram de modo especial os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

    Este ano, novamente, a vivência desse momento será diferente por causa das exigências sanitárias impostas diante do avanço da pandemia da Covid-19. Em muitas regiões do país, as celebrações serão mais simples, com a presença limitada ou sem a presença física de fieis nas Igrejas.

    A Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou orientações e sugestões para que as arquidioceses e dioceses pudessem realizar as celebrações diante das exigências sanitárias impostas por causa da pandemia, que interferem diretamente no rito celebrativo da Semana Santa.

    Para ajudar a compreender o sentido litúrgico deste momento, o portal da CNBB trouxe o significado da Sexta-feira Santa, Sábado Santo e Domingo de Páscoa.

    Sexta-feira Santa – A tarde da Sexta-feira Santa apresenta o drama incomensurável da morte de Cristo no Calvário. A cruz, erguida sobre o mundo, segue de pé como sinal de salvação e esperança. Com a Paixão de Jesus, segundo o Evangelho de João, contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que o transpassou o lado. Há um ato simbólico muito expressivo e próprio deste dia: a veneração da santa cruz, momento em que esta é apresentada solenemente à comunidade.

    Via-sacra – Ao longo da Quaresma, muitos fiéis realizam a Via-Sacra como uma forma de meditar o caminho doloroso que Jesus percorreu até a crucifixão e morte na cruz. A Igreja nos propõe esta meditação para nos ajudar a rezar e a mergulhar na doação e na misericórdia de Jesus que se doou por nós. Em muitas paróquias e comunidades, são realizadas a encenação da Paixão, da Morte e da Ressurreição de Jesus Cristo por meio da meditação das 14 estações da Via-Crucis.

   
Sábado Santo
    O Sábado Santo não é um dia vazio, em que “nada acontece”. Nem uma duplicação da Sexta-feira Santa. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo que pode ir uma pessoa. O próprio Jesus está calado. Ele, que é Verbo, a Palavra, está calado. Depois de Seu último grito na cruz – “Por que me abandonaste?” –, Ele cala no sepulcro agora. Descanse: “tudo está consumado!”.

    Domingo da Ressurreição
    É o dia santo mais importante da religião cristã. Depois de morrer crucificado, o corpo de Jesus foi sepultado, ali permaneceu até a ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. Do hebreu “Peseach”, Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade. A presença de Jesus ressuscitado não é uma alucinação dos Apóstolos. Quando dizemos “Cristo vive” não estamos usando um modo de falar, como pensam alguns, para dizer que vive somente em nossa lembrança.

Fonte: CNBB

Foto(s) desta matéria

Envie seu comentário:
Comentário mediante a aprovação.