Rolândia: furtos geraram prejuízos de mais de R$ 200 mil à Educação

Atos de furto e de vandalismo ocorridos desde o início do ano resultaram em um grande prejuízo às escolas, que agora terá que ser arcado pelo município de Rolândia

Publicado: 03/05/21 • 10h22

    Desde o início do ano de 2021, o município de Rolândia vem registrando ocorrências de furto e vandalismo em instituições públicas. Somente na rede pública de educação e no mês de janeiro, o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São José Maria Escrivá, no Conjunto Santiago, o Colégio Estadual Padre José Herions, no Jardim Novo Horizonte, e a Escola Municipal Professor Sebastião Feltrin, que fica na Vila Oliveira, foram invadidos e vários danos ao patrimônio foram registrados nestes locais. 

    Segundo a secretária municipal de Educação, Leise Camargo, esses atos já geraram um prejuízo que ultrapassa o valor de 200 mil reais. “Iniciamos o ano com vários furtos e vandalismos nas instituições de ensino do município, em um mesmo dia furtaram toda a fiação da Escola Sebastião Feltrin, além de levarem alguns utensílios e equipamentos e vandalizaram a Escola São Fernando. Na sequência tivemos outras instituições invadidas e os alvos sempre foram fiação e torneiras, ou seja, materiais de cobre”, relembrou.

    A secretária também citou a situação ocorrida na Escola Municipal Monteiro Lobato, de onde levaram uma boa quantidade de materiais de cobre, retiradas dos mais diversos lugares. “Recentemente tivemos um princípio de furto no CMEI São José Maria Escrivá, mas os envolvidos foram pegos em flagrante. No entanto, não foram presos, apenas foi feito um termo circunstanciado. E esta semana novamente fios foram furtados na Escola Sebastião Feltrin, na Vila Oliveira”, revelou Leise.

    A secretária afirmou que é difícil citar alguma instituição de educação pública de Rolândia que não tenha passado por algum ato de vandalismo ou furto. “Tivemos problemas na grande maioria. O que fizemos foi ir repondo o que era de mais urgência e, em alguns casos, não fizemos reposição para não correr o risco de perder novamente. Temos o caso do CMEI Delermo Poppi, que é invadido na área externa, mas sempre deixam danos e prejuízos. Entram para bagunçar, para soltar pipa, para andar de bicicleta, e sempre acabam deixando estragos”, afirmou.

    Investimento perdido
    A secretária lamenta o prejuízo que é maior de 200 mil reais que terá que ser retirado dos cofres públicos, e que poderia ser investido em melhorias para o setor de educação. “Esse dinheiro poderia ser investido na qualidade da educação, inclusive melhorando as instituições com tecnologias avançadas para transmissão de aulas e um possível retorno presencial”, lamentou. 

    Leise também pediu o auxílio e a colaboração da população nessas situações, em uma tentativa de diminuir essas ações criminosas na cidade. “Quem ver alguma movimentação suspeita nas instituições ou próximas a elas, chame a polícia, isso pode acontecer sem ter que se identificar. Pedimos a ajuda de todos no sentido de preservar o patrimônio que é público, não é meu e nem da prefeitura, é de todos nós. Cuidemos para que nossos impostos sejam gastos com melhorias para o município e não para arrumar e repor materiais perdidos em furtos e vandalismos”, alertou a secretária.

    Denuncie
    Segundo o artigo 163 do Código Penal, destruir, inutilizar ou deteriorar o bem ou serviços de uma união, tanto estado, quanto município é considerado crime contra o patrimônio público. A pessoa só pode ser presa por este crime, caso seja pega em flagrante. Quem visualizar atos de vandalismo em qualquer patrimônio público pode ligar no 190 da Polícia Militar ou pelo app 190 PR.

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