Fluxo otimizado de atendimento à saúde mental em Jaguapitã

Projeto tem apoio de profissionais da rede de Atenção à Saúde do município e busca melhorar o atendimento à população e diminuir a fila de espera

Publicado: 20/07/21 • 15h35

    Jaguapitã está organizando um fluxo de atendimento à saúde mental que terá o apoio da rede de Atenção à Saúde do município. Reuniões estão sendo realizadas com profissionais representantes da rede de Saúde para a implantação desse fluxo, que tem o objetivo otimizar o atendimento e o acolhimento das pessoas que precisam desses serviços nesse momento de pandemia. 

    “Nessas reuniões estamos discutindo os serviços oferecidos para nós os organizarmos. Tudo isso para melhorar os cuidados com saúde mental proporcionados pelo município”, explicou a psicóloga Estefani Nayara Barcellos, que atua na Secretaria de Saúde de Jaguapitã. “Nessas reuniões há psicólogas, psiquiatra, representantes das UBSs, do Hospital e da Assistência Social. Nossa próxima reunião será em agosto”, revelou.

    Ainda de acordo Estefani, tudo o que é discutido nessas reuniões já é colocado em prática nos atendimentos realizados. Atualmente, Jaguapitã conta com duas psicólogas que atendem por 40 horas semanais e uma psiquiatra que atende a população com uma carga de 20 horas semanais. Os atendimentos ocorrem na Unidade Básica de Saúde (UBS) Carlos Nascimento e na Academia da Saúde, que é um centro de especificidades localizado em Jaguapitã.

    A psicóloga informa que as pessoas interessadas em receber esse atendimento psicológico ou psiquiátrico podem procurar uma UBS para fazer uma consulta com o médico da unidade. “O médico da UBS vai avaliar a necessidade desse encaminhamento e, a partir disso, a pessoa vai chegar até ao atendimento psicológico ou psiquiátrico”, ressaltou Estefani.

    Estefani explicou que essa avaliação ocorre na UBS com um médico porque o profissional vai poder verificar se existem outros encaminhamentos que precisam ser realizados. “Quando a gente fala de saúde mental não é só a psicologia e a psiquiatria, existem outras questões que precisam ser avaliadas também, e podem ter casos de pacientes que precisam ser encaminhados para outros serviços e alguns podem ser até encaminhados para o CAPS de Rolândia, que é a nossa referência aqui”, esclareceu a psicóloga.

    A profissional pontuou que esse é um projeto novo no município e muitas pessoas podem ainda não saber como funciona. “Estamos começando a fazer esse caminho e essa organização. Queremos qualificar e organizar esses serviços para poder oferecer o melhor atendimento para os pacientes e olhar melhor para aqueles que precisam mais e observar as necessidades dos usuários que precisam de saúde mental”, assegurou.

    Estefani é uma das psicólogas que fornece o atendimento no município e conta que atende uma média oito pacientes por dia. “Queremos qualificar o atendimento oferecido pelo município para diminuirmos a fila de espera”, concluiu a psicóloga.

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