Motorista que matou noivos no semáforo do Bratislava vai a júri popular

Justiça determina júri popular para Renan Eduardo Irmer, condutor do carro que matou Gregory Hyus Lima de Oliveira e Daniela Aparecida Rodrigues Moraes

Publicado: 21/07/21 • 18h18

    A Justiça de Cambé determinou que Renan Eduardo Irmer (27) e José Antônio Francisco Filho vão a júri popular. Renan era o condutor do Peugeot que matou Gregory Hyus Lima de Oliveira (24) e Daniela Aparecida Rodrigues Moraes (22), casal de noivos que estava em uma motocicleta e foi atingido no farol da Bratislava, na BR-369, na noite de 08 de setembro de 08 de setembro de 2018. José Antônio estaria envolvido em uma corrida irregular disputada contra Renan. A decisão é da juíza criminal de Cambé, Jéssica Valeria Catabriga Guarnier, e o julgamento ainda não tem data marcada.

    Na noite de 08 de setembro de 2018, Daniela era quem pilotava a moto e Gregory estava na garupa quando parou no semáforo da Bratislava. O casal foi atropelado pelo Peugeot dirigido por Renan e arremessado a dezena de metros do local da batida. Os dois morreram na hora. De acordo com o inquérito policial, elaborado pelo delegado de Cambé, Roberto Fernandes de Lima, o motorista estaria participando de um racha, teria fugido sem prestar socorro, e estava com a CNH vencida desde fevereiro de 2017, ou seja, havia mais de um ano e meio que o documento não era válido.

    Ainda com base no inquérito, Renan teria bebido antes de dirigir seu carro. O relatório policial aponta que o Peugeot estava a mais de 100 km/h em um local que tem velocidade máxima de 70 km/h. Durante as audiências, Renan negou que tenha bebido e afirmou não se lembrar de muita coisa depois da batida e que não tinha participado de racha.

    Renan Irmer será julgado por homicídio por dolo eventual (o crime mais grave), embriaguez ao volante, omissão de socorro e participar de disputa automobilística em via pública. Já José Antônio será julgado por participar de corrida em via pública e omissão de socorro.

    Alessandro Rodrigues da Silva, advogado da família das vítimas, emitiu uma nota sobre a decisão da Justiça: “A decisão da juíza de Cambé foi acertada. As provas do processo indicam muito mais do que mera negligência ou imprudência por parte dos acusados. De fato, ambos os réus, ao disputarem racha em altíssimas velocidade e dirigirem embriagados voltando de uma festa, assumiram o risco de matar Daniela e Gregory, destruindo o sonho não só deles, mas também de todos os amigos e familiares. Os familiares esperam ansiosamente pelo julgamento e pela condenação dos réus no Tribunal do Júri”.

    A reportagem do JR tentou contatar Mauro Valdevino da Silva, advogado de Renan Irmer, mas até o momento não obteve nenhuma resposta. A reportagem não conseguiu o contato do advogado de José Antônio. Essa matéria pode ser atualizada tão logo consiga contato dos advogados dos réus.

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